Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre NUTRACÊUTICOS, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com participação de alunos da disciplina “Química Bromatológica” e com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

Recomenda-se que as postagens sejam lidas junto com os comentários a elas anexados, pois algumas são produzidas por estudantes em circunstâncias de treinamento e capacitação para atuação em Assuntos Regulatórios, enquanto outras envolvem poderosas influências de marketing, com alegações raramente comprovadas pela Ciencia. Esses equívocos, imprecisões e desvios ficam evidenciados nos comentários em anexo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Livre de Glúten



Na Universidade de Viçosa, em Minas Gerais, dona Maria passou a integrar um projeto que atende às necessidades nutricionais dos portadores da doença. Ela fez uma revolução na alimentação. Ela revela que as dores sumiram.

Sem prevenção, além das dores, a doença celíaca pode causar até câncer de intestino. “Na minha família, várias tias faleceram com câncer de intestino depois dos 70 anos”, conta dona Maria.

Os celíacos representam apenas 1% da população. Mas em torno de 20 milhões de brasileiros não chegam a ser doentes; eles têm apenas sensibilidade ao glúten. Isto é, todo tipo de pães e massas podem causar desconforto no intestino e enxaquecas.

No projeto da Universidade de Viçosa, os pacientes usam um chá de ervas e trocam receitas sem glúten para combater a dor. “Eu tenho até receita de um bolo que ela mesma não tem ainda. Eu vou trazer para ela”, ri dona Maria.


Fonte: Globo Repórter.
Disponível em:http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2011/11/pessoas-sensiveis-gluten-recorrem-projeto-para-mudar-alimentacao.html

2 comentários:

Carolina de Oliveira Miranda disse...

Apesar do grande número de pessoas sensíveis a glúten, vejo cada vez mais a popularização de pessoas que recorrem a dietas sem glúten apenas para o emagrecimento. Curioso que elas muitas delas atacam o glúten, como se ele fosse a grande causa do ganho de peso, mas na verdade é o carboidrato presente nesses alimentos. No entanto, muitas pessoas, mesmo sem a insensibilidade, gostam dessa dieta porque a digestão ocorre mais facilmente no geral. Será que devemos todos consumir menos glúten?

Rafaela Mendonça disse...

Muito interessante a reportagem, visto que ainda se observa muitos pacientes em que o diagnóstico de doença celíaca só é efetuado após diversos anos de sofrimento, e, em alguns casos, pode ser tarde demais.
O estudo descrito no site http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1981-67232014000400283&script=sci_arttext descreve qualidade e estabilidade microbiológica e físico-química para bolos livres de gluten, sendo que os componentes principais foram farinha de quirera de arroz crua e farinha de bandinha de feijão extrusada. O tempo de estabilidade foi de 240 dias.Observou-se que tanto os bolos assados quanto as misturas de bolos apresentaram resultados de estabilidade e qualidade dentro do esperado, principalmente aqueles que continham 75% de farinha de bandinha de feijão extrusada. Portanto, as farinhas utilizadas se constituem boas alternativas para a produção de alimentos livres de gluten.